domingo, 4 de maio de 2014

O Menino e o Mundo - Alê Abreu

O Menino e o Mundo. um longa-mentragem intenso e profundo como o titulo Mundo, e simples mas complexo como o personagem de um humilde Menino. 
Esta brilhante obra cinematográfica pode até encantar o publico infantil (certamente que encanta), mas com o publico adulto ele se lança inimaginavelmente alem, destruindo idéias de conforto e despertando olhares, almas e mentes a ver um planeta sem ficção. Assim sinto imagino ser convidado pelo diretor do longa a ingressar à um mundo verdadeiramente real, mas a enxergar por outra prisma, talvez ver aos olhos de uma criança uma terra desconhecida e imperfeita que é onde sobrevivemos. Onde pessoas são confundidas com maquinas e maquinas confundidas com gigantescas criaturas.
O Menino e o Mundo é a segunda obra da Filme de Papel e também dirigido por Alê Abreu. Mesmo diretor de O Garoto Cósmico que ainda não assisti. Alem de um conto de encantar mesmo o publico mais critico. Concorrendo e ganhando diversos prêmios em importantes festivais de todo o mundo. Este longa multiplicamente nos fascina com sua inusitada produção, basicamente feita com desenhos a lápis de cor, giz de cera, colagens e pinturas em aquarela. Toda essa delicadeza para narrar a história de um garotinho, que deixar a aldeia onde vive para ir à cidade em busca do pai que para lá partiu, (supostamente) para oportunidades melhores. 
Repleto de encontros e desencontros, esta animação intensamente critica/política em minha particular opinião, trata-se também de esperança onde uma sociedade pode até admitir perder sua alma, mas jamais sua fé. 

Embora o garoto seja chamado de Cuca pela equipe que o criou. Prefiro imagina-lo sem nome, ou talvez com o meu ou o seu nome, pois todos ao acompanhar essa dramática história, de certo modo nos identificamos com o personagem, pois em algum momento nos pegamos deslumbrados ao conhecer o desconhecido, que transforma mesmo o que é triste em poesia, e induzindo nos a se perder em um enigmático mundo onde a viagem pode não ter volta, onde sua única companhia é aquela que a sua mente lhe da para conversar, causando um conflito psíquico irreversível. Sem intendermos realmente como isso termina e se de fato termina essa jornada de um menino como eu, como você, anônimo.
Texto: ADM Hotel Modorra - Imagem: O Menino e o Mundo

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